sábado, 28 de abril de 2012

Foto memorável


George Harrison and Ayrton Senna,1986

Bueno, sabemos que uno de los ex-integrantes de The Beatles (sin contar a Lennon que había muerto mucho antes de que Senna se hiciera famoso) tenía un poster de Senna en su casa, lo que nunca supe es si era Starr, Harrison o McCartney :O.

Dois gigantes : Um era ex-integrante da lendária "The Beatles". O outro era só aquele que viria a ser um dos maiores pilotos de F1 de todos os tempos. George Harrison e Ayrton Senna. Que fotografia, minha gente...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Futuro?

Para não passar em branco, escreverei poucas linhas sobre mais um triste capítulo do declínio dos esportes à motor no Brasil.

E continua o lento declínio do automobilismo nacional. Hoje, foi anunciada a extinção da categoria escola de monopostos do Brasil, a Fórmula Futuro, criada em 2010 por Felipe Massa e seu irmão, Dudu. Com o kartismo no país cada vez mais caro e proibitivo, a decisão de acabar tudo acabou sendo tudo, menos surpreendente.

Lastimável, vez que a situação para os jovens pilotos, que já era ruim, dada a escassez de categorias de escola, ficou ainda pior.

É uma pena que o automobilismo seja tão caro aqui, a começar pelo kart. Simplesmente não há incentivos. Nem mesmo os cartolas do esporte se interessam pela situação. E, como diria o Rodrigo Mattar, do A Mil Por Hora, parabéns a todos os envolvidos. E o esporte à motor no país continua caindo a passos de formiga sem vontade.

domingo, 15 de abril de 2012

Após mais de meio século, a Flecha de Prata volta ao topo da Fórmula 1, com Rosberg!

Após ter retornado à Fórmula 1 em 2010, a Mercedes AMG ainda não havia vencido. Os melhores resultados da equipe alemã haviam sido três terceiras colocações de Nico Rosberg, no mesmo ano. Mas hoje, dia 15 de Abril de 2012, foi marcado pelo retorno da Flecha de prata ao topo da categoria máxima do automobilismo, com o alemão Rosberg, filho do finlandês Keke Rosberg, campeão da Fórmula 1 em 1982.



A última vitória da Mercedes havia sido no GP da Itália de 1955, com o argentino Juan Manuel Fangio, em dobradinha com o italiano Piero Taruffi. Ele era muito "zoado" pelos seus colegas por suas feições um tanto delicadas, chegando a ser chamado de "Britney". Admito... Eu também zoava (risos). Mas a delicadeza em sua pilotagem foi o que o levou à vitória. Ironia, não?

A vitória, apesar da pole do alemão, foi surpreendente, MUITO surpreendente, pelo fato de o bólido W03 ser um leão de treinos, mas um "exímio" devastador de pneus, a exemplo do ritmo do carro na corrida anterior, na Malásia, onde em certos momentos, chegou a ser comparável ao da Marussia de Timo Glock e Charles Pic (!). Mas, ao longo das 56 voltas, Rosberg foi dominador e constante e fez apenas duas paradas.



Mas depois continuaremos com as marcas históricas. Primeiro, a corrida. Na largada, Nico Rosberg partiu de forma fenomenal. Michael Schumacher, o segundo, largou de maneira burocrática e manteve a posição. Quem largou de forma excepcional foi o inglês Jenson Button, da McLaren-Mercedes. Ele partiu da quinta posição e passou Kimi Raikkonen e Kamui Kobayashi. O segundo, aliás, foi o grande perdedor da largada, perdeu várias posições, até para o companheiro de equipe Sergio Pérez.



Os principais rivais de Rosberg e Schumacher - leia-se a McLaren - apostaram em três paradas. Mas o bólido da Mercedes resistiu com ritmo soberano para apenas duas paradas. Só não aconteceu um domínio total da Mercedes AMG foi liberado antes da hora pelo "homem do pirulito", que na parada de Michael, o liberou para acelerar e voltar à pista antes da hora, com um dos pneus mal-colocado. O heptacampeão só voltou para abandonar após poucas curvas. Enquanto isso, "Britney" cantava no carro: "sucking too hard on your lollipop / love's gonna get you down"... (cortesia do Ivan Capelli. Achei hilário)



Na parte inicial da prova, a corrida foi, diga-se de passagem, um tédio brutal. Mas na parte final, os pneus dos carros de muitos pilotos se desgastaram demais. Até Kimi Raikkonen, que vinha para um brilhante podium na segunda posição, acabou sendo prejudicado pelo fim da "vida útil" dos pneus de sua Lotus e perdeu várias posições. Acabou apenas em 14º. Sebastian Vettel, da Red Bull, foi outro que fez uma corrida exemplar. Apesar de cair da 11ª para a 14ª posição nas primeiras voltas com pneus macios, andou muito bem e estava em terceiro antes de seus pneus acabarem, mas acabou apenas na quinta posição, ultrapassado por Jenson Button e Lewis Hamilton e depois por seu companheiro de equipe, Mark Webber.



Parecia que Button iria roubar o triunfo de Rosberg, pois estava andando mais rápido que ele na parte intermediária da prova. Apenas parecia. Além da resistência do alemão, Button acabou perdendo na última parada de boxes, quando teve problemas para trocar um de seus pneus, perdendo a bagatela de 6 segundos.



 Assim, Nico Rosberg não teve mais problemas e venceu com certa tranquilidade no fim, marcando sua primeira vitória no currículo.



Jenson Button e Lewis Hamilton completaram o podium, junto com o homem da Mercedes, Norbert Haug, que quase passou mal no podium com tanta emoção. Acabou levando um massivo banho de champagne de Rosberg. Notas positivas para Bruno Senna, o sétimo, que fez outra excelente prova e terminou à frente justamente de Pastor Maldonado, seu companheiro. Fernando Alonso fez uma baita corrida, sendo aguerrido até o fim, acabando em nono. Kamui Kobayashi, também muito aguerrido, salvou o ponto do dia para a Sauber. Felipe Massa acabou em 13º, o que acabou não sendo tão mal.





Agora, vamos aos números :

1. Primeira vitória de Nico Rosberg
2. Primeira vitória da Mercedes desde o GP da Itália de 1955, ou seja, há 57 anos
3. Primeira vitória de um alemão com carro alemão
4. Primeira vitória da Mercedes desde seu retorno à Fórmula 1
5. Nico Rosberg se tornou o 103º piloto a vencer na categoria
6. Nico Rosberg se tornou o 3º filho de piloto vencedor a também vencer na categoria, juntando-se a Jacques Villeneuve e Damon Hill.
7. Vitória de número 125 da Alemanha na F1


Confira o resultado final do GP da China:

1 - Nico Rosberg (Alemanha/Mercedes AMG/Mercedes-Benz) - 56 voltas completadas em 1h36m26s929
2 - Jenson Button (Inglaterra/McLaren F1/Mercedes-Benz) - a 20s626
3 - Lewis Hamilton (Inglaterra/ McLaren F1/Mercedes-Benz) - a 26s012
4 - Mark Webber (Austrália/Red Bull Racing/Renault) - a 27s924
5 - Sebastian Vettel (Alemanha/Red Bull Racing/Renault) - a 30s483
6 - Romain Grosjean (França/Lotus/Renault) - a 31s491
7 - Bruno Senna (Brasil/Williams Engineering/Renault) - a 34s597
8 - Pastor Maldonado (Venezuela/Williams Engineering/Renault) - a 35s643
9 - Fernando Alonso (Espanha/Scuderia Ferrari/Ferrari) - a 37s256
10 - Kamui Kobayashi (Japão/Sauber F1 Team/Ferrari) - a 38s720
11 - Sergio Perez (México/Sauber F1 Team/Ferrari) - a 41s066
12 - Paul di Resta (Escócia/Force India F1/Mercedes-Benz) - a 42s273
13 - Felipe Massa (Brasil/Scuderia Ferrari/Ferrari) - a 42s700
14 - Kimi Raikkonen (Finlândia/Lotus/Renault) - a 50s500
15 - Nico Hulkenberg (Alemanha/Force India F1/Mercedes-Benz) - a 51s200
16 - Jean-Eric Vergne (França/Scuderia Toro Rosso/Ferrari) - a 51s700
17 - Daniel Ricciardo (Austrália/Scuderia Toro Rosso/Ferrari) - a 1min03s100
18 - Vitaly Petrov (Rússia/Caterham/Renault) - a 1 volta
19 - Timo Glock (Alemanha/Marussia/Cosworth) - a 1 volta
20 - Charles Pic (França/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
21 - Pedro de la Rosa (Espanha/HRT-Cosworth) - a 1 volta
22 - Narain Karthikeyan (Índia/Hispania Racing Team/Cosworth) -  a 2 voltas
23 - Heikki Kovalainen (Finlândia/Caterham/Renault) - a 3 voltas

Kamui Kobayashi foi o detentor da melhor volta da corrida, na volta 40, em 1min39s960.

Não completou:
Michael Schumacher (Alemanha/Mercedes AMG/Mercedes-Benz) - a 43 voltas

sábado, 14 de abril de 2012

Maturidade

Não foi a maior das surpresas, mas certamente foi a mais polêmica. Sebastian Vettel ficou fora do Q3, a última parte do qualifying, onde os 10 mais rápidos decidem entre eles quem larga na pole-position, após não conseguir superar a marca do espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, para arrebatar-lhe a última vaga para a parte final.

Vettel não culpou a Red Bull. O antigo modelo de exaustores foi colocado no RB8 a pedido dele, mas ele não lamentou, pois, segundo ele, estava se sentindo confortável em seu carro, mas conseguiu um desempenho apenas aquém do esperado. Para mim, foi total responsabilidade do alemão, de modo que foi apenas sua obrigação admitir a escolha errada.

- É fácil dizer isso ou aquilo agora. Mas eu estava feliz com o carro ontem e por isso decidi continuar com ele desse jeito. Eu fiquei satisfeito com minhas últimas voltas no qualifying. Não houve erros, mas as voltas não foram rápidas o suficiente. Nós decidimos manter a configuração e eu não culpo o carro. Por três vezes eu fiz exatamente a mesma volta e por três vezes eu não estivo rápido o suficiente para entrar no Q3 – disse Vettel.

Após escolher os novos modelos de exaustores, Mark Webber, companheiro do alemão, larga em sexto amanhã, mas ele não descartou a possibilidade de um bom resultado.

- Obviamente não estou feliz. Nós teremos que largar em 11º e ver o que poderemos fazer amanhã. Certamente, isso dificulta as coisas, mas não é impossível ter uma boa corrida.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Para refrescar a memória - O Grande Prêmio da Europa de 2009

2009, Valência. A corrida foi realizada na cidade portuária em seu segundo ano. Em 2008, a vitória no circuito urbano foi do brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, com direito a pole e volta mais rápida. Nesse ano, a situação estava atípica : Ferrari e McLaren lutando para chegar nas primeiras posições, com a ascensão grandiosa das equipes Red Bull-Renault e Brawn-Mercedes, a antiga Honda, que foi recuperada por Ross Brawn. Foi também a recuperação da Brawn no campeonato, após algumas corridas bem apagadas da equipe. Jenson Button largou apenas em quinto, em péssima fase.

Badoer substituiu Massa na Ferrari

Após o acidente de Felipe Massa na Hungria, o italiano Luca Badoer foi chamado a substituir o brasileiro no cockpit do F60. Puro fracasso. Na classificação, foi três segundos mais lento que o pole Hamilton. Para completar, ficou 1,5s atrás do penúltimo, o então novato espanhol Jaime Alguersuari, que substituiu o francês Sebastien Bourdais na Toro Rosso na corrida da Hungria.




Rubens Barrichello and Heikki Kovalainen - F1 Grand Prix of Europe - Qualifying
Kovalainen (esq), Hamilton (centro) e Barrichello (dir.), os três mais velozes.


Na classificação, a McLaren sobrou, com o inglês Lewis Hamilton saindo da pole-position. O finlandês Heikki Kovalainen, companheiro de Lewis, foi o segundo, seguido pelo brasileiro Rubens Barrichello, da equipe Brawn.



Na largada, Hamilton manteve a ponta, seguido por Kovalainen. Barrichello até tentou, mas não conseguiu ameaçar a dupla da McLaren. Sebastian Vettel, que largou em quarto, demonstrou que a Red Bull estava medíocre : O RB5 do alemão quebrou. Jenson Button vinha fazendo uma corrida fraquíssima, tendo sido jantado por Barrichello.



O que se viu, além disso, foi uma corrida compatível com o que sempre se espera de Valência : Sem grandes emoções, apenas as barbeiragens de Romain Grosjean, recém contratado da Renault para a vaga de Nelsinho Piquet, e de Luca Badoer.

Hamilton e Kovalainen, dois relógios, iam se afastando de Barrichello, dando a entender que a corrida seria decidida nas paradas de boxes. E foi. Na primeira rodada de stops, Barrichello passou Kovalainen. O próximo seria o inglês.



 Na segunda parada, Hamilton teve problemas nos boxes (aliás, muito bem descrito no desenho acima, de Bruno Mantovani, hahahaha). Assim, Barrichello assumiu a ponta e administrou a boa vantagem que tinha para Lewis Hamilton até o final, vencendo a prova. A vitória de Rubens foi a centésima de um brasileiro na Fórmula 1.



Barrichello vence a 100ª corrida de um brasileiro na Fórmula 1
Hamilton completou a corrida em segundo lugar, seguido do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que completou o podium e superou Kovalainen, da McLaren, que ficou apenas em quarto.

Barrichello comemora com muita champagne a 100ª vitória brasileira na F-1

Hamilton cumprimenta o vencedor Barrichello. Em terceiro, alí atrás, está "Raivodka".

Classificação final – GP da Europa



PosNoPilotoEquipeTempoVVLGridPts
123Brasil Rubens BarrichelloReino Unido Brawn GP1:35:51.2895725310
21Reino Unido Lewis HamiltonReino Unido McLaren+2.358573118
34Finlândia Kimi RaikkonenItália Ferrari+15.99457066
42Finlândia Heikki KovalainenReino Unido McLaren+20.03257125
516Alemanha Nico RosbergReino Unido Williams+20.87057074
67Espanha Fernando AlonsoFrança Renault+27.74457083
722Reino Unido Jenson ButtonReino Unido Brawn GP+34.91357052
85Polônia Robert KubicaSuíça BMW Sauber+36.667570101
914Austrália Mark WebberÁustria Red Bull+44.91057090
1020Alemanha Adrian SutilÍndia Force India+47.935570120
116Alemanha Nick HeidfeldSuíça BMW Sauber+48.822570110
1221Itália Giancarlo FisichellaÍndia Force India+1:03.614570160
139Itália Jarno TrulliJapão Toyota+1:04.527570180
1410Alemanha Timo GlockJapão Toyota+1:26.519570130
158França Romain GrosjeanFrança Renault+1:31.774570140
1611Espanha Jaime AlguersuariItália Toro Rosso+1 volta560190
173Itália Luca BadoerItália Ferrari+1 volta560200
1817Japão Kazuki NakajimaReino Unido Williams+3 voltas540170
NC12Suíça Sébastien BuemiItália Toro RossoFreios410150
NC15Alemanha Sebastian VettelÁustria Red BullMotor23040

V=Voltas; VL=Voltas como líder