segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sobre a possibilidade de amar

É possível criar uma amizade.

Passar meses cultivando uma amizade.

Diversão, risadas, momentos difíceis, desabafos, sorrisos, confissões.

Ternura.

Gostar de uma pessoa e desenvolver em relação a ela um carinho sublime, uma afeição notável e cuidadora.

Uma vontade de cuidar.

Sim, é possível.

É possível sentir atração por essa pessoa, desejá-la de uma maneira tão intensa e tão carnal que tudo o que você deseja de vez em quando é se deliciar nela.

E desenvolver uma vontade que se coloca acima de qualquer outra neste aspecto: a de dar prazer.

Sim, é possível.

É possível gostar de uma pessoa a ponto de tornar seu sorriso a razão do seu próprio viver?

Ver naquele sorriso uma luz para si próprio?

Amá-la a ponto de fazer da felicidade dela um objetivo para sua própria vida?

Sim, é possível.

Recuperei a vontade de amar, outrora adormecida e esquecida.

A vontade de ser amado e a receptividade ao carinho.

Aqueles momentos deliciosos de bobinho apaixonado.

Momentos cômicos de expressão dos sentimentos de maneiras por vezes inusitadas.

Um amor leve para tornar tudo muito gostoso, de tal forma que o tempo nunca leve.

Um amor forte para ser resiliente em relação às dificuldades inerentes a qualquer relacionamento desta natureza.

Sim, é possível.

A vontade de dar a ela uma coisa que outrora lhe foi negada, não poucas vezes. 

De redimir suas dores, suas agruras, suas tristezas.

Recuperar um pouco o apreço pela vida e pelo amor.

E querer amar e ser amada, de maneira livre, irrestrita, sem dores, sem sacrifícios.

Uma vez li que amar é ceder, mas nunca sacrificar-se.

Porque sim, é possível amar uma pessoa em todas as suas nuances e aspectos.

O amor sem sacrifícios é o norte desse relacionamento.

É a chance de ser feliz sem restrições, apenas curtindo tudo isso tranquilamente.

É possível?

Sim, é possível.

Um comentário: